Não é de surpreender que Os sofrimentos do jovem Werther, publicado em Leipzig por Weygand em 1774, tenha sido recebido em seu tempo (e continue a ser lido) como parte autobiográfico, parte biográfico. Escrevendo a Hennings em novembro de 1774, Kestner nota sem rodeios que, na primeira parte do romance, Werther era Goethe, e na segunda, Jerusalem. O próprio Goethe, descrevendo mais tarde a escrita da obra como uma ocupação que lhe tomou quatro semanas, durante as quais procedeu com a certeza inconsciente de um sonâmbulo, escreveu em Poesia e verdade sobre o sentimento de liberdade e alívio que experimentou depois daquele esforço e falou especificamente de “confissão”. De fato, num sentido real, Werther é a primeira grande realização daquilo que uma época posterior classificaria como literatura “confessional”.
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